Idosa morre em tentativa de assalto na zona sul de Porto Alegre…

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É tão dificil chegar em casa e dormir depois de fazer a reportagem sobre a morte de uma idosa durante um assalto. Morta simplesmente porque não conseguiu soltar o cinto de segurança. Indignado com isso o criminoso dispara quatro tiros na ca…beça da vitima. A queima roupa. Não durmo porque a inconformidade toma conta de mim. Tento encontrar explicações pra tamanha maldade. O que leva uma pessoa a tirar a vida da outra assim. E o pior: ver o assassino rir e confessar o crime como se fosse a coisa mais comum.

Uma senhora que neste dia 24 planejava apenas passar mais um Natal ao lado dos filhos e netos. Ela só queria abraçar e ser abraçada. Não é possível que isso não sensibilize nossos políticos. Algum governante nesse Brasil inteiro que veja essa história e não pense no futuro. Não pense em aprimorar nossas leis. Modificar. Melhorar. Não é possível que não seja de comum entendimento que hoje somos reféns dos bandidos. Reféns da violência. Na verdade somos reféns das nossas próprias leis. E a chave para sair desse cativeiro é vontade. Vontade de mudar. Vontade de trabalhar. Vontade de ter vontade. Assim como um criminoso tem vontade de atirar na cabeça de uma idosa porque ela não conseguiu soltar o cinto. Teve vontade e atirou. Até nisso os vagabundos ganham da gente. Por que eles (os políticos) nem vontade tem.

Não durmo por não saber se amanha nós podermos dormir.

Banda Vanera – As mina pira

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Pra descontrair um pouco. Ficou bão demais a versão dos meninos da Banda Vanera. Show de bola gurizada.

A minha Garota de Ipanema

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Essa vem da série escrevi e não publiquei. Algum tempo depois ela vem a público após passar por um remake. A essência e a inspiração seguem as mesmas.

 

A minha Garota de Ipanema

 

 

Numa tarde de praia e sol forte. Ao som do vento praiano. Encontrei um olhar silencioso de alguém que não conhecia. Naquele momento passei a entender o mestre Tom Jobim. Mas a minha duvida era se aquela garota era a dele ou a minha.  Driblei a lente do óculos e paralisei o coração. Coração tem vontade própria. Ninguém manda ou escolhe a hora de parar ou bater. Vive sozinho.  Soberano naquilo que não pode ver. O desafio e a incerteza eram os combustíveis para iniciar os batimentos novamente.

Olhei para o lado. Precisava encontrar um novo foco. Outra beleza. Outro sorriso. Qualquer coisa que me tirasse daquele imã. Incrivelmente o mundo todo ficou cinza. Tão sem graça diante de tanta beleza. Uma boca, um rosto e um corpo capaz de injetar brilho em qualquer olhar. Naquele momento tive a certeza de estar diante da maior obra prima já esculpida por Deus. Aqueles olhos cristalinos me chamavam para a luta. Sem chance. Tinha pisado na armadilha do destino. Não tinha mais domínio da situação. Tentei lutar. Não me rendia. Na verdade, queria me render. Não conseguia. Coisas da minha criação. Sempre fui ensinado a lutar. Mas diante daquela beleza precisei entender que de caça virei caçador. E que o controle das minhas ações estava nas mãos da garota. Ou na boca. Porque um sorriso mais e eu cairia facilmente aos pés dela. Assim como uma criança nos primeiros passos.

Um novo ciclo estava iniciando. Valeu a pena esperar. Diante dos meus olhos o grande amor que eu sempre sonhei. Seria possível sentir saudades daquilo que a gente não viveu? Isso é novo. Isso enlouquece. Isso cria fantasias reais e imaginárias. Isso cria planos. Isso cria vontades. Isso recria um eu esquecido por mim. Essas coisas acontecem sem explicação. A vida não tem explicação. Quando estamos cansados. Vem a vida e nos força a caminhar. Quando a gente acha que sabe todas as respostas. Vem a vida e muda as perguntas. Isto faz parte do jogo. Do jogo da vida.

Naquela tarde de sol percebi todos os detalhes. Só não vi o meu manual de instruções embaixo do braço dela.

Tom, a história é a mesma. A garota não. Nada contra. Eu fico com a minha e você com a sua.

Matheus Felipe

Acidente e morte de Paulão e Ezequiel: O dia em que o jornalismo gaúcho chorou…

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O dia em que o jornalismo gaúcho chorou…

Meu telefone não parou de tocar. Pessoas, colegas e familiares queriam saber o que realmente tinha acontecido. Mal (e de que forma) podia explicar que um caminhão desgovernado carregado de laranjas tinha atingido diversos carros da imprensa e viaturas policiais durante o deslocamento para uma operação.

Como explicar que dois colegas estavam mortos e vários outros feridos? Como explicar que um caminhoneiro viaja de São Paulo até o Rio Grande do Sul e dorme apenas quatro horas? Ah, para isso o próprio motorista tem a explicação: Rebite. Substância usada para ocultar o cansaço e o sono de quem esta atrás do volante. Droga. Nada mais que uma droga. Somado a isso, um possível problema nos freios do caminhão (o que duvido muito). Bem, mas isso agora é o de menos. Não sei se ele é culpado ou não. Muitas coisas passam até chegar a ele. Além de que culpar somente o caminhoneiro é muito cômodo. Mas de qualquer forma a justiça vai se encarregar de impor a pena. Caso contrário, a justiça divina não falha. Falo de vidas. De colegas. Perdas irreparáveis.

A notícia da morte do repórter policial Paulão e do cinegrafista Ezequiel Barbosa surgiu como uma bomba no jornalismo gaúcho. Colegas de várias emissoras pareciam não acreditar no que tinha acontecido. Não sabiam como noticiar o caso. Vi repórteres e apresentadores experientes acostumados a relatar casos parecidos (e até mesmo piores) sem saber como agir. Faltavam textos. Palavras. Frases. Faltava coragem. Coragem em assumir (mesmo que no inconsciente) que nós (jornalistas) viramos noticia. Quem noticiava virou noticia. A crueldade (desta vez) no trânsito atingiu quem informava. Nós vimos abrindo programas de tv e estampando a primeira capa dos jornais. Da pior maneira.

Mesmo abalados todos conseguiram passar a informação. Mesmo que espantados com a tragédia a noticia foi dada. Mas e os colegas da TV Bandeirantes? Esses foram primorosos. Sensíveis. Buscaram força na união que só uma redação de jornalismo tem e passaram a noticia. Contaram a própria tragédia de um jeito único. Deram sentimento e vida a figura do jornalista. Criaram uma nova forma de comunicação.

Usaram as lágrimas para informar o povo.

… chorou para conseguir contar a própria história.

Música do dia: George Henrique e Rodrigo – Receita de Amar

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Abandonar a razão num período de inferno astral para um taurino é missão impossível. De tudo fica a certeza de agir sempre da melhor forma.

Racional, mas incondicionalmente emocional. Sempre.

No mais a música fala por mim.

 

Minha resposta ao Rafael

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Caro Rafael,

Tua incapacidade e falta de vontade para entender o que eu escrevi não te permite compreender o meu pensamento. Talvez se ler com mais atenção irá ver que estamos falando da mesma coisa. A inclusão social que tu tanto almeja deve ser a mesma que é feita hoje. Em proporção Porto Alegre é a segunda capital do Brasil com mais números de moradores de rua. A cada ano a população aumenta. Prefeitura não faz nada. O mais assustador é que as crianças de rua puxam esta triste estatística. Primeiro Rafael, coloque os pés no chão e veja o pais em que tu vive. Nenhum politico esta preocupado com a inclusão social que tu tanto fala (mas devemos cobar todos os dias – na hora de votar inclusive). E para piorar, agora querem tirar o sustento de várias familias pelo simples fato de uma cidade melhor. Isso é mentira que pessoas como você acreditam. Todas essas familias vão para a rua Rafael. Vão continuar catando papel, mas em vez de cavalos serão crianças que irão puxar os carrinhos. Outros tantos talves mais de 50%, infelizmente, irão assaltar e matar para continuar vivendo. Talvez por necessidade. Talvez por comodidade.

Para ver que estamos falando da mesma coisa tu devia ter lido o meu post que escrevi sobre as carroças em Minas Gerais. Sobre a solução que acredito que seria a melhor. Um projeto feito por estudantes da UFMG mostrou que um novo caminho é possivel. Ao invés de tirar as carroça, eles criaram leis, responsabilidades e fiscalização para os carroceiros. Desde a “carteira de motorista” para o carroceiro, visita mensal de veterinário da prefeitura aos animais cadastrados, multa (e até exclusão) para quem não estiver no padrão a um sistema de telefonia controlado pela prefeitura de BH que encaminha trabalhos para os carroceiros. ISSO PRA MIM É INCLUSÃO SOCIAL CARO RAFAEL. Isso eu defendo. Mas não é melhor maquilhar a realidade e acabar com as carroças. Inclusão Social é trabalhosa Rodrigo. SEGUE LINK – https://matheusfelipe.wordpress.com/2008/06/18/solucao-para-os-carroceiros-de-porto-alegre/

Talvez, seja mais fácil realmente tirar os carroceiros das ruas para não atrapalhar o teu caminho para o trabalho né? Aliás, mais um ponto usado pelos politicos para justificar a saída dos carroceiros. Mentira: Segundo a EPTC (empresa que controla o trânstio na capital) os carroceiros não representam nem 10% do congestionamento no trânsito da capital. Quero deixar claro que me preocupo muito com a condição dos animais. Acho que muitos são maltratados. Infelizmente. E isso tem que ser visto também. Concordo contigo (viu que concordamos em algo?) quando fala que o lixo e de responsabilidade da prefeitura. Mas eles não cuidam das pessoas Rafael imagina do lixo.

Sei que tu disse que não adianta argumentar, mas como eu sou uma pessoa aberta a troca de argumentos e experiencias isto foi a minha colaboração para a tua irredutivel forma de pensar. É uma pena. Acredito que conversando e trocando argumentos vamos crescer para cima como tu tanto quer. Inclusão Social nada mais é do que também uma troca de experiências, conversa, argumentos. Única coisa que me faz mudar de posição são argumentos bem sólidos e coerentes. Ser ignorante é um convite a frustração. Felicidade de todo o politico. Aliás, infeliz mesmo é a tua ignorância sobre o assunto.

Não consigo escrever teu nome com dois f. Também sou ignorante. Não gosto de nomes enfeitados. Desculpa. Prometo mudar.

Ah não pense que esqueci do teu desafio. Enfim, caro Rafael, topo puxar uma carroça durante o dia. Desde que tu te comprometa a abrigar, cuidar, educar e alimentar uma familia de carroceiro até que os filhos tenham condições de arrumar um emprego como médico. E dai sim alimente a própria familia. Que tu acha?

Grande abraço e obrigado por esta troca de sabedoria.

Matheus Felipe.

Resposta Leitor Rafael sobre o post Fim das carroças em Porto Alegre e inicio de mais problemas.

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Gente tive que divir esta resposta do Rafael. Ele fez uma critica a minha forma de pensar sobre o assunto e achei valida motrar para vocês. Até porque não tenho medo/vergonha de criticas. Mas na verdade é porque acredito que discutindo estes assuntos podemos amanha cobrar politicos com mais eficiência e futuramente dar o troco nas urnas.

Segue resposta do Rafael e abaixo o meu post:

Matheus Felipe e todos que são contra a Lei: Não entendo como vcs não enxergam o foco e as soluções do problema? Carroças prejudicam os carroceiros e suas famílias que vivem no lixo; vcs querem que acidade tenha catadores ao invés de inclusão social? Pq vcs não viram catadores por um dia, para conviver no meio do lixo e sujeira, para suar em baixo do sol escaldante. Os filhos dos carroceiros e catadores vão se tornar o que? Médicos? Não, vão ser catadores tbm, pq seus pais não terão a menor condição de educá-los. Nem vou tocar nas condições de trato dos animais (cavalos) pq isso não há o que discutir. É inadimissível o que fazem com os animais. Sugiro que tu Matheus Felipe, vá puxar uma carroça por apenas 1 hora e receber as chicotadas. Depois venha me dizer o que sentiu!

Se querem resolver o problema, discutam a incompetencia da Prefeitura em fazer inclusão social e dar trabalho digno para estás pessoas!

Fico mto triste por haver pessoas que fazem este tipo de blog! Dessa Forma Continuaremos crescendo para baixo!
Tu prefere que a cidade continue com carroceiros e catadores, à sombra da sociedade. Eu, prefiro que eles sejam educados, treinados e capacitados para um trabalho sem mals tratos à animais, sem prejudicar o trânsito, e que possam ter uma vida digna! Assim, em algumas décadas teremos um país sem miséria e sem pessoas que vivam do e no lixo. O lixo é responsabilidade da Prefeitura, e não dos catadores!

É uma pena que em todas as tuas repostas neste blog, tu não coniga enxergar isto que falo, sempre com respostas incoerentes. Nem tente me argumentar, não irá adiantar.

Teu blog é infeliz! É Triste! Assim como as respostas das pessoas que são a favor das carroças e catadores!

 

O meu POST:

Dentro de oito anos, as carroças e os carrinhos-de-mão que circulam pelas ruas e avenidas da capital serão gradativamente retirados. O projeto de lei do vereador Sebastião Mello, do PMDB, foi aprovado por 22 votos favoráveis e 12 contrários pelos vereadores. O texto aprovado também estabelece o cadastramento das carroças em circulação.

Com as galerias lotadas não faltou manifestação. De um lado, representantes das ONGS que defendem o fim das carroças e a proteção dos cavalos. Já de outro, representantes dos carroceiros e recicladores. Teve até agressão física entre os manifestantes.

Quatro horas de debates e o projeto foi aprovado. Cerca de oito mil carroças circulam diariamente em Porto Alegre, totalizando assim, 50 mil pessoas vivendo da reciclagem.

A proposta do vereador não exige que a prefeitura municipal crie um programa de inclusão dos profissionais que trabalham na reciclagem. A questão foi motivo de emenda por parte da oposição. E acredite: a emenda não foi aprovada. O projeto depende da sanção do prefeito de Porto Alegre.

Essas pessoas vão sobreviver do que? De fotossíntese? Para um pouquinho, essas pessoas têm sim que passar por algum processo de inclusão. Vão tirar o “trabalho” deles e deu. Problema resolvido.

Até concordo, atrapalha o trânsito? tem que tirar as carroças? Tudo bem, mas que encontre um meio para que essas pessoas tenham um trabalho. Mas não é assim que as coisas funcionam? Em vez de dar emprego vão tirar?

Será que nossos queridos vereadores já pensaram que daqui oito anos teremos mais que 50 mil pessoas desempregadas? Fazendo o que? Roubando? Pedindo esmola?

Vereadores já calcularam o impacto social que isso pode causar?

Tão criando um vulcão e a lava que vai escorrer, daqui oito anos, vai derreter muita pessoas inocente. Depois não reclamem que a violência aumentou, os crimes, assaltos, moradores de rua…


… E essa é a capital que vai sediar uma copa do mundo em 2014.


de que jeito?

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