Uma bela entrevista feita por estes dois reporteres do Jornal Hoje de Goiania. Uma cara que nem este não tem solução. Cadeia para o resto da vida. Confira.
Taís Lacerda e Gustavo Ponciano
“FOI IGUAL A CORTAR BIFE”
Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos tentou durante entrevista à reportagem não entrar em detalhes sobre o crime, mas acabou mostrando frieza e total falta de arrependimento ao citar algumas particularidades do homicídio, esquartejamento e ocultação de cadáver. Confirmou que telefonou para ela antes do crime, mas não confirmou a premeditação do assassinato ou se a discussão que teve com ela o enfureceu. Disse que Cara Marie Burke o considerava um irmão, mas que ameaçava constantemente entregá-lo à polícia porque seu apartamento sempre estava cheio de usuários de droga.
HOJE – O que você sentiu quando foi mutilá-la?
Mohammed – Nada, é igual cortar bife, só que fede sangue.
HOJE – O que te motivou?
Mohammed – O desespero de tirar o corpo de dentro do apartamento me deu coragem. Foi a melhor forma que eu encontrei, pôr dentro da mala. Só que deu errado, a mala deveria ter caído no rio. Se tivesse caído, ninguém ia encontrar, como não encontraram a cabeça e nem as outras partes.
HOJE – E você não desceu até a margem para jogar a mala no Meia Ponte por quê?
Mohammed – Não desci, não sei, entrei no carro e fui embora.
HOJE – Se fosse preciso fazer mais uma vez, o que você faria para dar certo?
Mohammed – Se fosse preciso eu não faria, ia pagar outra pessoa pra fazer.
HOJE – Você tem medo do que pode acontecer com você quando for para a Casa de Prisão Provisória?
Mohammed – Eu não sou safado, não estuprei ninguém, não cagoetei ninguém, ninguém sabe a pisada que ela tinha.
HOJE – Por que você tirou a foto do corpo dela esquartejado e com a faca que usou?
Mohammed – Tirei pra mandar pra um brasileiro na Inglaterra, que ela roubou um dinheiro. Ele disse que ia matar ela. Eu ia mandar pra ele por e-mail pra mostrar que o que ele não teve a coragem de fazer alguém aqui teve.