Milagres presente em uma tragédia.
Hoje o Rio Grande do Sul acordou dolorido. Até mesmo o sol por muitas vezes tentou sair do meio das nuvens, mas não tinha forças. Um ônibus e um caminhão. Dois caminhos. Um destino.
Sereno, noite, chuva e uma pista estreita. Os elementos de uma tragédia. Na colisão dos dois veículos 13 pessoas morreram e 22 ficaram feridas. Enquanto a noite ainda se fazia presente, bombeiros, policiais e médicos tentavam encontrar sobreviventes em meio às ferragens.
Quando as esperanças já eram poucas, o bombeiro Paulo Rogério Corrêa de Goes resolveu fazer a ultima procura no veiculo. No meio a dois corpos mutilados e algumas sacolas o bombeiro encontrou uma menina de dois anos. No primeiro momento pensou que ela estava morta. Como foi treinado para ver a desgraça e mesmo assim não perder a esperança. Ao pegar a menina no colo foi recompensado com um choro. Ana Tais estava viva e a esperança daquele bombeiro também. Um milagre estava presente na tragédia.
Quando amanheceu a claridade começou a dar as formas do cenário de guerra. Pedaços dos veículos se confundiam a cor avermelhada do sangue das vitimas. Quem olhava não podia imaginar que naquele ônibus teríamos sobreviventes. Como em toda a tragédia temos um ou mais milagres. Nesta não podia ser diferente. Tudo iria piorar se o ônibus caísse na ponte. Outro milagre estava presente na tragédia.
Tragédias são assim, sempre marcam pela brutalidade em que acontecem. Deixam marcas que jamais esqueceremos. Neste cenário de guerra, a paz não deixou de existir.
Dois milagres salvaram 22 pessoas.
Para a família das 13 vitimas meus pêsames.