Meninas de Rua, um caso a parte.
É um tanto recente a preocupação com a condição específica das meninas em estado de pobreza. Muito se lê e se houve falar em crianças e adolescentes que moram na rua, mas estudos mais aprofundados relacionado às meninas, ainda é um conteúdo pouco explorado. Quando citadas na imprensa, o assunto não é nada amplo. Gravidez precoce, abuso sexual e prostituição são temas prediletos da mídia, quando se trata de meninas de rua.
Em 1991 a UNICEF organizou o 1° Colóquio Sobre Meninas e Adolescentes em Circunstâncias Especialmente Difíceis. Só a partir daí iniciou-se uma análise sistemática da real situação da menina no Brasil. Além de questionar e esclarecer dados coletados, o encontro alertou sobre a necessidade de priorizar as meninas e adolescentes por um único aspecto fundamental, elas sofrem uma tripla discriminação: pelo sexo, pela pouca idade e por sua condição de pobreza.
Também foi no início da década de 90 que surgiram as primeiras constatações, obtidas através de denúncias, sobre a brutalidade da violência sexual de que são vítimas as meninas que estão na rua. Violência essa, gerada por parte dos meninos de rua e também por parte da polícia. Nas ruas, elas freqüentemente são submetidas as condições impostas pelos meninos, obedecer suas ordens é um meio de manterem-se incluídas no grupo, sem que sofram esse tipo de violência.

Mas crianças pedindo esmolas ou guardando carros em ruas e avenidas todos já devem ter visto. Agora, há casos em que os futuros moradores de ruas já nascem nelas. Essa quase adolescente que o diga. O filho, de colo, é amamentado em qualquer meio-fio. Não que o leite saia de pedra, é que se tornou o único jeito de sensibilizar clientes de supermercado ao lado de onde ela fica há muitos anos. Escute o trecho abaixo.
O companheiro dela, e também pai do bebe, fica no mesmo ponto. Mas ele cuida de carros, é flanelinha. Tudo o que eles ganham vai para o aluguel de uma peça que conseguiram na Vila dos Papeleiros, alimentação, quando sobra. Escute o trecho abaixo. E é justamente para dar assistência a cada uma dessas crianças que os atuais 40 conselheiros tutelares recebem em suas contas TRES MIL e 300 reais brutos./ Porto Alegre foi uma das primeiras capitais brasileiras a ter o Conselho Tutelar, o psicólogo CARLOS SIMÕES, coordenador adjunto do Grupo de Políticas Sociais da Prefeitura de Porto Alegre, destaca a importância: ” A partir de 2008 teremos mais 10 conselheiros, totalizando 50, o que é muito importante para a proteção da criança e do adolescente da nossa cidade”.
Meninos de Rua nosso de cada dia « Blog Matheus Felipe disse
[...] Meninas de Rua, um caso a parte. [...]
jessica disse
porque os prefeitos ???
NAO fazem alguma coisa pra ajuda essas criancas pobres que ficam doentes coitadas dessas criancas!!!!!