Acidente e morte de Paulão e Ezequiel: O dia em que o jornalismo gaúcho chorou…

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O dia em que o jornalismo gaúcho chorou…

Meu telefone não parou de tocar. Pessoas, colegas e familiares queriam saber o que realmente tinha acontecido. Mal (e de que forma) podia explicar que um caminhão desgovernado carregado de laranjas tinha atingido diversos carros da imprensa e viaturas policiais durante o deslocamento para uma operação.

Como explicar que dois colegas estavam mortos e vários outros feridos? Como explicar que um caminhoneiro viaja de São Paulo até o Rio Grande do Sul e dorme apenas quatro horas? Ah, para isso o próprio motorista tem a explicação: Rebite. Substância usada para ocultar o cansaço e o sono de quem esta atrás do volante. Droga. Nada mais que uma droga. Somado a isso, um possível problema nos freios do caminhão (o que duvido muito). Bem, mas isso agora é o de menos. Não sei se ele é culpado ou não. Muitas coisas passam até chegar a ele. Além de que culpar somente o caminhoneiro é muito cômodo. Mas de qualquer forma a justiça vai se encarregar de impor a pena. Caso contrário, a justiça divina não falha. Falo de vidas. De colegas. Perdas irreparáveis.

A notícia da morte do repórter policial Paulão e do cinegrafista Ezequiel Barbosa surgiu como uma bomba no jornalismo gaúcho. Colegas de várias emissoras pareciam não acreditar no que tinha acontecido. Não sabiam como noticiar o caso. Vi repórteres e apresentadores experientes acostumados a relatar casos parecidos (e até mesmo piores) sem saber como agir. Faltavam textos. Palavras. Frases. Faltava coragem. Coragem em assumir (mesmo que no inconsciente) que nós (jornalistas) viramos noticia. Quem noticiava virou noticia. A crueldade (desta vez) no trânsito atingiu quem informava. Nós vimos abrindo programas de tv e estampando a primeira capa dos jornais. Da pior maneira.

Mesmo abalados todos conseguiram passar a informação. Mesmo que espantados com a tragédia a noticia foi dada. Mas e os colegas da TV Bandeirantes? Esses foram primorosos. Sensíveis. Buscaram força na união que só uma redação de jornalismo tem e passaram a noticia. Contaram a própria tragédia de um jeito único. Deram sentimento e vida a figura do jornalista. Criaram uma nova forma de comunicação.

Usaram as lágrimas para informar o povo.

… chorou para conseguir contar a própria história.

Resposta Leitor Rafael sobre o post Fim das carroças em Porto Alegre e inicio de mais problemas.

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Gente tive que divir esta resposta do Rafael. Ele fez uma critica a minha forma de pensar sobre o assunto e achei valida motrar para vocês. Até porque não tenho medo/vergonha de criticas. Mas na verdade é porque acredito que discutindo estes assuntos podemos amanha cobrar politicos com mais eficiência e futuramente dar o troco nas urnas.

Segue resposta do Rafael e abaixo o meu post:

Matheus Felipe e todos que são contra a Lei: Não entendo como vcs não enxergam o foco e as soluções do problema? Carroças prejudicam os carroceiros e suas famílias que vivem no lixo; vcs querem que acidade tenha catadores ao invés de inclusão social? Pq vcs não viram catadores por um dia, para conviver no meio do lixo e sujeira, para suar em baixo do sol escaldante. Os filhos dos carroceiros e catadores vão se tornar o que? Médicos? Não, vão ser catadores tbm, pq seus pais não terão a menor condição de educá-los. Nem vou tocar nas condições de trato dos animais (cavalos) pq isso não há o que discutir. É inadimissível o que fazem com os animais. Sugiro que tu Matheus Felipe, vá puxar uma carroça por apenas 1 hora e receber as chicotadas. Depois venha me dizer o que sentiu!

Se querem resolver o problema, discutam a incompetencia da Prefeitura em fazer inclusão social e dar trabalho digno para estás pessoas!

Fico mto triste por haver pessoas que fazem este tipo de blog! Dessa Forma Continuaremos crescendo para baixo!
Tu prefere que a cidade continue com carroceiros e catadores, à sombra da sociedade. Eu, prefiro que eles sejam educados, treinados e capacitados para um trabalho sem mals tratos à animais, sem prejudicar o trânsito, e que possam ter uma vida digna! Assim, em algumas décadas teremos um país sem miséria e sem pessoas que vivam do e no lixo. O lixo é responsabilidade da Prefeitura, e não dos catadores!

É uma pena que em todas as tuas repostas neste blog, tu não coniga enxergar isto que falo, sempre com respostas incoerentes. Nem tente me argumentar, não irá adiantar.

Teu blog é infeliz! É Triste! Assim como as respostas das pessoas que são a favor das carroças e catadores!

 

O meu POST:

Dentro de oito anos, as carroças e os carrinhos-de-mão que circulam pelas ruas e avenidas da capital serão gradativamente retirados. O projeto de lei do vereador Sebastião Mello, do PMDB, foi aprovado por 22 votos favoráveis e 12 contrários pelos vereadores. O texto aprovado também estabelece o cadastramento das carroças em circulação.

Com as galerias lotadas não faltou manifestação. De um lado, representantes das ONGS que defendem o fim das carroças e a proteção dos cavalos. Já de outro, representantes dos carroceiros e recicladores. Teve até agressão física entre os manifestantes.

Quatro horas de debates e o projeto foi aprovado. Cerca de oito mil carroças circulam diariamente em Porto Alegre, totalizando assim, 50 mil pessoas vivendo da reciclagem.

A proposta do vereador não exige que a prefeitura municipal crie um programa de inclusão dos profissionais que trabalham na reciclagem. A questão foi motivo de emenda por parte da oposição. E acredite: a emenda não foi aprovada. O projeto depende da sanção do prefeito de Porto Alegre.

Essas pessoas vão sobreviver do que? De fotossíntese? Para um pouquinho, essas pessoas têm sim que passar por algum processo de inclusão. Vão tirar o “trabalho” deles e deu. Problema resolvido.

Até concordo, atrapalha o trânsito? tem que tirar as carroças? Tudo bem, mas que encontre um meio para que essas pessoas tenham um trabalho. Mas não é assim que as coisas funcionam? Em vez de dar emprego vão tirar?

Será que nossos queridos vereadores já pensaram que daqui oito anos teremos mais que 50 mil pessoas desempregadas? Fazendo o que? Roubando? Pedindo esmola?

Vereadores já calcularam o impacto social que isso pode causar?

Tão criando um vulcão e a lava que vai escorrer, daqui oito anos, vai derreter muita pessoas inocente. Depois não reclamem que a violência aumentou, os crimes, assaltos, moradores de rua…


… E essa é a capital que vai sediar uma copa do mundo em 2014.


de que jeito?

Acidente entre carreta e ônibus deixa 13 mortos no RS. Milagres presente em uma tragédia.

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Milagres presente em uma tragédia.

Hoje o Rio Grande do Sul acordou dolorido. Até mesmo o sol por muitas vezes tentou sair do meio das nuvens, mas não tinha forças. Um ônibus e um caminhão. Dois caminhos. Um destino.

Sereno, noite, chuva e uma pista estreita. Os elementos de uma tragédia. Na colisão dos dois veículos 13 pessoas morreram e 22 ficaram feridas. Enquanto a noite ainda se fazia presente, bombeiros, policiais e médicos tentavam encontrar sobreviventes em meio às ferragens.

Quando as esperanças já eram poucas, o bombeiro Paulo Rogério Corrêa de Goes resolveu fazer a ultima procura no veiculo. No meio a dois corpos mutilados e algumas sacolas o bombeiro encontrou uma menina de dois anos. No primeiro momento pensou que ela estava morta. Como foi treinado para ver a desgraça e mesmo assim não perder a esperança. Ao pegar a menina no colo foi recompensado com um choro. Ana Tais estava viva e a esperança daquele bombeiro também. Um milagre estava presente na tragédia.
Quando amanheceu a claridade começou a dar as formas do cenário de guerra. Pedaços dos veículos se confundiam a cor avermelhada do sangue das vitimas. Quem olhava não podia imaginar que naquele ônibus teríamos sobreviventes. Como em toda a tragédia temos um ou mais milagres. Nesta não podia ser diferente. Tudo iria piorar se o ônibus caísse na ponte. Outro milagre estava presente na tragédia.

Tragédias são assim, sempre marcam pela brutalidade em que acontecem. Deixam marcas que jamais esqueceremos. Neste cenário de guerra, a paz não deixou de existir.

Dois milagres salvaram 22 pessoas.

Para a família das 13 vitimas meus pêsames.

Resgate de Íngrid Betancourt por Paulo Sant’Ana

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Está reflexão de Paulo Sant’Ana é no minimo curiosa. Vale a pena ler. Deixe sua opinião sobre o assunto.

Um resgate estranhíssimo

Há um grande mistério nesse resgate da ex-senadora Íngrid Betancourt e mais 14 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Não me venham contar, como o estão fazendo, que os 15 reféns entraram em um helicóptero em plena selva e foram entregues ao Exército da Colômbia.

Soa como uma piada. A simples infiltração de nove agentes do Exército, com camisetas com a efígie de Che Guevara, entre os guerrilheiros, não explica o resgate.

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Mãe joga filha do 6° andar de um prédio.

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Uma criança de oito meses morreu ao cair do sexto andar de um prédio no Centro de Curitiba (PR), na noite desta segunda-feira(30). A mãe da menina, de 41 anos, foi quem atirou a criança. Ela se entregou para a policia hoje a tarde e confessou ter matado a filha. Ela é auxiliar de enfermagem e segundo a sua família sofria de depressão e esquizofrenia. Essas foram as suas palavras na delegacia:

- Eu queria me livrar mesmo da Mariana. Não queria cuidar. Queria me matar também, mas não tive coragem.

Questionada se estava arrependida, afirmou:

- Não.

Onde estamos? Que mundo é esse? O lar que teria que ser o reduto da calma, da segurança, do afeto e do amor, se tornou a cena preferida para crimes bárbaros. Há um tempo atrás tivemos um assassinato parecido. Só que neste caso os assassinos não foram capazes de assumir o erro, mas eram pais também. A família no Brasil está perdendo o sentido da sua existência.

Sinceramente, não consigo entender. Um anjo de apenas 8 meses, descartado como se fosse uma bituca de cigarro. Imagina essa criança convivendo durante 8 meses com essa psicopata, assassina. O quanto não sofreu esse anjo. É duro dizer, mas talvez a queda de seis andares foi a libertação para essa criança.E a mãe, se é que posso chamar assim, com a frieza de um monstro diz que não se arrepende do que fez. Por que se arrependeria né? Ela não fez nada de mais.

Isso não existe. Fico triste, chateado, revoltado e o pior de tudo, desacreditado. Sempre acreditei que a família é a estrutura para qualquer pessoa. Somos o reflexo da educação que aprendemos em casa. Sempre achei legal essa frase, hoje tenho medo dela.

Ela se defende dizendo que é louca. Louca para tocar a filha do 6° andar, mas para se jogar não foi louca. Ah bom. No Brasil do político que rouba, nega, fica livre e se elege de novo, essa desculpa até pode colar. Por que não?

Vivemos no país que temos que decidir qual o pai que foi o mais correto – o que jogou a filha do sexto andar e negou ou o que jogou assumiu e disse que é louca. Convenhamos.

Matheus Felipe

Adeus a Ruth Cardoso

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O meu adeus a sempre primeira dama Ruth Cardoso.
Não conheço muito a trajetória política da ex-primeira dama Ruth Cardoso. Talvez pela minha idade não tão avançada, mas o pouco que sei, me da legitimidade para falar.

O que é fato é que o Brasil perdeu uma das pessoas mais importantes para a política da igualdade social. Ela sempre lutou pela sociedade menos favorecida. Não ficava a sombra do seu marido, o presidente Fernando Henrique Cardoso, ela tinha o tamanho suficiente para criar a sua própria sombra. Uma intelectual nata. Bom, vale lembrar que intelectuais o Brasil e o mundo estão cheios. Nunca vi tanto. Agora intelectual com vontade de mudar a política social são poucos. Arrisco-me a dizer que a intelectual mais preocupada com quem não tinha a condição de ler, escrever e viver.

Criou um belíssimo programa chamado Comunidade Solidária. Um projeto que tem um novo modo de enfrentar pobreza e a exclusão social no Brasil buscando a participação de todos. O seu objetivo é mobilizar os esforços disponíveis no governo e na sociedade para melhorar a qualidade de vida do segmento mais pobre da população. Uma pessoa que pensava além desta política suja e desumana. Pensava nos seu semelhante que não tem a oportunidade que merece.

Todos os programas criados por ela totalizam três milhões de pessoas alfabetizadas nos municípios mais pobres do país; 135 mil agentes alfabetizadores atuando como agentes de desenvolvimento local; 114 mil jovens em situação de risco treinados para o mercado de trabalho; 17 mil universitários e professores trabalhando em projetos sociais; 300 universidades colaborando em rede e centenas de empresas e prefeituras como parceiros, além de 76 associações de artesãos, revitalizando o artesanato tradicional e local e mais 45 centros de voluntariado.

O que é o Bolsa Família hoje, o maior feito social do governo Lula, começou a ser pensado por ela.

No meio destes políticos corruptos, mentirosos e oportunistas você nos deixou Ruth. Mas tenho certeza que a lição desta pessoa meiga, suave, inteligente e correta vai ficar guardada. Deixou também marcado para os nossos políticos atuais que a questão social é importante sim e precisa ser feita, mas não como uma questão “eleitoreira”. Tem que ser feita com o coração.

Infelizmente Ruth, estes caras não estudaram na mesma escola que você.

A escola de Deus.

Fique com ele.

Matheus Felipe

Sancionada a lei da tolêrancia zero ao alcool. A mudança?

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Tenho recebido diversos e-mails de leitores perguntando a minha opinião sobre o assunto. Então lá vai:

Essa lei é no mínimo um belo exemplo de mudança cultural. Totalmente forçada, mas no Brasil se não for assim não vai mudar. Infelizmente as pessoas que bebem suas “cervejinhas” moderadamente vão pagar pelos que não tem esse limite.

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Solução para os carroceiros de Porto Alegre

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Abaixo segue a solução encontrada em Belo Horizonte para o problema com os carroceiros. Lá deram dignidade aos carroceiros. Aqui tiraram o trabalho. Por que não fazer aqui? Bom cada um formule a sua resposta.

Ah e já ia esquecendo, é claro que o projeto não foi criado por vereadores ou deputados. Foi uma iniciativa dos estudantes, ou seja, do povo que quer a mudança. O “povo” aqui no sul quer a eliminação. E esse é o estado diferente. O estado politicamente correto. O estado da evolução.

A mudança por lá já iniciou e por aqui?

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SOLIDARIEDADE A GALOPE

Projeto multidisciplinar da UFMG muda a vida dos carroceiros e alcança reconhecimento nacional

O mineiro Marco Antônio Soares aprendeu a lidar com os cavalos quando ainda nem podia imaginar que um dia esses animais seriam companheiros de sobrevivência. Aos 14 anos, levava os cavalos de amigos para pastar ou tomar banho. Aos 21, comprou Pivete, “um cavalo comum, novo e arisco”. Durante mais de um ano, Pivete foi amansado. Seu destino estava traçado: era puxar uma carroça no asfalto, carregando entulho, sobra de poda, lixo, móveis, gás, o que desse. No ano passado, depois de quatro anos de trabalho, Pivete foi trocado por Chaparral. Este, sim, um animal velho de guerra, de nove anos, “esperto que nem ele só” e também com o destino certo: a carroça herdada de Pivete.

Chaparral e Marco Antônio, de 27 anos, fazem parte do Projeto Carroceiro, ganhador, em apenas cinco anos de existência, de dois prêmios nacionais e um da própria UFMG. Coordenado pela professora Maristela Silveira Palhares, do departamento de Clínica e Cirurgia da Escola de Veterinária, a experiência transmitiu aos carroceiros de Belo Horizonte a consciência e a satisfação de ser cidadãos. Eles foram reconhecidos como profissionais. Já podem, inclusive, contribuir para o Instituto Nacional da Previdência Social como carroceiros. Ganharam identidade como tal, placa nas carroças e um amplo programa de atendimento a eles e a seus animais. Multidisciplinar, o projeto incorpora as escolas de Medicina e de Farmácia e a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.

Estima-se que, na Capital mineira, existam dez mil carroças, responsáveis por grande parte do transporte de cargas indesejáveis, como entulho ou lixo, e até por pequenas mudanças de famílias. “Eles estão por toda parte”, destaca Maristela Palhares. Ela lembra que uma das maiores motivações para a formação do projeto, em convênio com a Prefeitura, foi levar ao carroceiro a consciência profissional e destacá-lo como agente de preservação ambiental. O resultado positivo é evidente: os carroceiros integram, por exemplo, um programa de reciclagem de restos da construção civil. Todo entulho encaminhado para qualquer das 14 Unidades de Pequenos Volumes implantadas na cidade é transformado em piso asfáltico e em tijolos para construção de baixo custo.

Em 1997, no início do projeto, foram recicladas 36 mil toneladas de entulho. “Seis anos depois, em 2001, foram 95 mil toneladas”, comemora Maristela Palhares. A reciclagem é parte de um programa maior, que abarca o atendimento ao carroceiro e ao seu animal.

Ao profissional, são oferecidos cursos de qualificação, de educação no trânsito e de manejo de eqüinos. São promovidas, também, palestras técnicas a cada dois meses e um encontro anual de todos os carroceiros. Marco Antônio participou de quatro desses encontros.

Em função do projeto, foi criada uma regulamentação para o tráfego de carroças no Município e ainda o Disque-Carroça, telefone através do qual o serviço do carroceiro pode ser solicitado. As carroças foram emplacadas (mais de 800 até o final de 2001), e os carroceiros receberam carteiras de condutores. Marco Antônio constata que as mudanças foram grandes e exalta o controle de vacinação, o que, admite, não era feito com regularidade antes, apesar da ameaça constante de perder o cavalo. O Projeto Carroceiro dá assistência ao animal de forma integral. Na Escola de Veterinária, cavalos e éguas cadastrados passam por controles de doenças, de sorologia e de vacinação.

Foram vacinados mais de mil cavalos, um trabalho que é feito todas as sextas-feiras por alunos e professores, que vão às Unidades de Pequenos Volumes, seguindo uma agenda prévia. Além do atendimento clínico, os cavalos recebem atendimento hospitalar quando necessário. A Escola de Veterinária é também responsável pela marca de nitrogênio líquido que identifica o animal, uma forma de controle contra roubo, um grande problema vivido pelos carroceiros. “Se a gente não ficar de olho, o bicho some mesmo. Basta deixar dez minutos de bobeira que passa um e pega”, conta o desconfiado Marco Antônio.

O Projeto Carroceiro implementou um plano de melhoramento genético de éguas, que já contabiliza 69 potros nascidos e 43 éguas vão parir ainda em 2002. A cada ano, o atendimento aos carroceiros tem crescido, no mesmo passo em que a história de sucesso do projeto é reconhecida. Em 2000, ele conquistou o prêmio Gestão Pública e Cidadania, da Fundação Ford e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Este ano, recebeu o prêmio Milton Santos, da Fundação Oswaldo Cruz, e o Prêmio de Extensão, da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG.

Matheus Felipe

Resposta aos leitores Oliver, Viviane e Débora.

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Devido ao tamanho da resposta criei um novo post. Desde já agradeço a todos pela troca de argumentos.

(Leia o post que gerou a discussão)

Viviane:

Entendo tua preocupação. Só não podemos generalizar e dizer que todos os carroceiros maltratam os animais. Assim como eu não posso dizer que todos os protetores dos animais têm uma visão limitada do seu trabalho. Limitada, para não dizer demagógica. A minha única reivindicação é para que essas pessoas tenham uma alternativa de trabalho. Mas não é assim que funciona? Vão deixar 50 mil pessoas ao relento. Tem que tirar os cavalinhos, tudo bem, mas não esquece do ser humano. Por que os nossos políticos em vez de tirar as carroças não criam um banco de dados, um cadastro, e façam um acompanhamento destes animais? Evitando assim os maus tratos. E outra coisa, onde vão ficar esses mais de 8 mil cavalos? Quem vai cuidar? Qual o espaço físico eles vão ficar? Alimento?

Oliver:

Vamos por partes. Você pediu um exemplo de metrópole que conseguiu amenizar conflitos sem mexer com o ‘status quo’ vigente? Vamos lá então:

Belo Horizonte. Estima-se que, na capital mineira, existam dez mil carroças, responsáveis por grande parte do transporte de cargas indesejáveis, como entulho ou lixo, e até por pequenas mudanças de famílias.

Parte do projeto Carroceiro criado em BH para nosso conhecimento:

Com o projeto CARROCEIRO foi criada uma regulamentação para o tráfego de carroças no Município e ainda o Disque-Carroça, telefone através do qual o serviço do carroceiro pode ser solicitado. As carroças foram emplacadas (mais de 800 até o final de 2001), e os carroceiros receberam carteiras de condutores. Marco Antônio constata que as mudanças foram grandes e exalta o controle de vacinação, o que, admite, não era feito com regularidade antes, apesar da ameaça constante de perder o cavalo. O Projeto Carroceiro dá assistência ao animal de forma integral. Na Escola de Veterinária, cavalos e éguas cadastrados passam por controles de doenças, de sorologia e de vacinação.

O povo votou a favor por que não pensa no futuro. Quer apenas acabar com o problema, seja como for, mesmo que para isso fiquem 50 mil pessoas passando fome e desempregadas. É assim, infelizmente é assim. E que futuramente possam achar meios alternativos como o roubo para a sua sustentação.
Quanto aos vereadores representantes do povo? Deveriam ser. Neste caso em especial, não me sinto representado por eles. Eles não tiraram 8 mil carroças das ruas, botaram 50 mil pessoas lá.

Meu caro Oliver o caos só evolui por incompetência, por descaso. Culpa do legislativo, do executivo e do povo que só pensa no seu bem estar.

Por que não seguir o exemplo de Minas Gerais?

Não, é difícil, requer competência e boa vontade, mais fácil é criar um projeto de lei “eliminar” o mau pela raiz e agradar parte do povo. Ganhar uns votinhos nas eleições.

Os nossos queridos protetores dos animais podiam dar inicio a este projeto aqui no sul. Podiam fazer a fiscalização da saúde dos animais. Mas não, requer muito trabalho, mais fácil é apoiar a eliminação.

É assim, e sempre vai ser assim, até que os nossos representantes façam seu papel. Mas antes disso precisamos fazer o nosso, e que começa lá na escolha dos botões na urna eletrônica.

Pessoal obrigado pelas manifestações. Isso é democracia. Fico feliz em saber que existem pessoas que querem discutir os problemas sociais. Obrigado mesmo.

Matheus Felipe

Obs: Meu próximo post vai ser o projeto CARROCEIROS, feito em BH, para que todos tenham o conhecimento do projeto.

O fim das carroças em Porto Alegre e inicio de mais problemas.

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Dentro de oito anos, as carroças e os carrinhos-de-mão que circulam pelas ruas e avenidas da capital serão gradativamente retirados. O projeto de lei do vereador Sebastião Mello, do PMDB, foi aprovado por 22 votos favoráveis e 12 contrários pelos vereadores. O texto aprovado também estabelece o cadastramento das carroças em circulação.

Com as galerias lotadas não faltou manifestação. De um lado, representantes das ONGS que defendem o fim das carroças e a proteção dos cavalos. Já de outro, representantes dos carroceiros e recicladores. Teve até agressão física entre os manifestantes.

Quatro horas de debates e o projeto foi aprovado. Cerca de oito mil carroças circulam diariamente em Porto Alegre, totalizando assim, 50 mil pessoas vivendo da reciclagem.

A proposta do vereador não exige que a prefeitura municipal crie um programa de inclusão dos profissionais que trabalham na reciclagem. A questão foi motivo de emenda por parte da oposição. E acredite: a emenda não foi aprovada. O projeto depende da sanção do prefeito de Porto Alegre.

Essas pessoas vão sobreviver do que? De fotossíntese? Para um pouquinho, essas pessoas têm sim que passar por algum processo de inclusão. Vão tirar o “trabalho” deles e deu. Problema resolvido.

Até concordo, atrapalha o trânsito? tem que tirar as carroças? Tudo bem, mas que encontre um meio para que essas pessoas tenham um trabalho. Mas não é assim que as coisas funcionam? Em vez de dar emprego vão tirar?

Será que nossos queridos vereadores já pensaram que daqui oito anos teremos mais que 50 mil pessoas desempregadas? Fazendo o que? Roubando? Pedindo esmola?

Vereadores já calcularam o impacto social que isso pode causar?

Tão criando um vulcão e a lava que vai escorrer, daqui oito anos, vai derreter muita pessoas inocente. Depois não reclamem que a violência aumentou, os crimes, assaltos, moradores de rua…


… E essa é a capital que vai sediar uma copa do mundo em 2014.


de que jeito?

Matheus Felipe

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