Piso de R$ 950 foi aprovado no Senado e agora segue para sanção do presidente Lula. Não é o bastante, mas já ameniza a vergonha que é o salário do professor brasileiro.

O Ministério da Educação (MEC) vai gastar R$ 6,5 bilhões até 2010 com o pagamento do piso salarial de R$ 950 para professores da rede pública de ensino básico. O piso foi aprovado nesta quarta-feira no Senado Federal e irá beneficiar cerca de 800 mil docentes de todo o País. O projeto ainda necessita de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, 40% dos professores brasileiros em início de carreira recebem um salário inferior ao do novo piso.

- Em um ano e meio, muitos deles vão ter o salário dobrado em relação ao que ganham hoje – afirmou.

O pagamento do novo piso será feito de maneira gradativa. Ainda em julho deste ano, os docentes devem receber um terço do valor total aprovado a mais no contracheque. A partir de 2009, será pago mais um terço no salário e, em janeiro de 2010, o valor integral fará parte da remuneração dos professores.

Para possibilitar o aumento, Haddad afirmou que será necessário o enxugamento da máquina pública em muitos municípios brasileiros.

- Há escolas em que o quadro administrativo está inchado, e a prioridade agora é a valorização do magistério. Logo, temos um ano e meio para reestruturarmos isso – comentou.

O ministro afirmou que um dos objetivos do novo piso é atrair jovens para o magistério.

- Não há educação de qualidade sem professor valorizado e bem remunerado. O valor se aproxima de uma bolsa de mestrado, o que dá condições e expectativas a novos talentos – disse.

Haddad lembrou ainda que, em 1994, o ministério da Educação assinou um acordo assegurando um piso salarial para os professores de cerca de R$ 350.

- Essa é uma demanda histórica da educação e esse valor ajustado é semelhante ao piso aprovado agora – declarou.

Até 2010, os recursos necessários para a integralização do piso serão encaminhados aos estados que não tiverem condições de arcar com o aumento por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). G1