O meu amor vai, mas volta.
Publicado por matheusfelipe em Junho 21, 2008
O meu amor vai, mas volta.
Toda vez que a vejo, no primeiro momento, um suspiro, depois o sorriso. Não tem como ser grande diante de tamanha beleza. Meus olhos paralisam ao te ver. O encontro já se tornou um hábito. Nos primeiros 15 minutos tenho como meta apenas a observação. A troca de olhares flui em uma velocidade extraterrestre. Depois do flerte, os planos. Como será daqui pra frente?
Analisamos o passado, definimos o presente e projetamos o futuro. Ela sempre esteve ao meu lado, mas só pude perceber a sua presença quando olhei pela janela do ônibus. Não sei aonde andei enquanto ela me procurava.
Tudo que sei sobre o amor e seus enigmas aprendi com ela. Aprendi a reconhecer a pureza. Aprendi a jogar o jogo do amor. Nesse jogo é ela quem dita às regras. Meu papel é simples: Sou apenas o tabuleiro. A jogada é uma só: Girar o amor. Com as outras, tudo não passa de um simples amistoso. Só com ela o jogo é verdadeiro e ninguém perde.
Meus olhares têm um único sentido, mas infelizmente a recíproca não é verdadeira. Ela tem como função olhar para todos. Tudo bem, não tem problema, ela me ensinou a viver assim, afinal de contas, sou o tabuleiro. Eu gosto dela. E ela gosta de mim.
Quando vai embora me faz sofrer e quase me mata. Ainda bem que a certeza é uma só:
Uma vez por mês vou vê-la batendo novamente na minha janela. Durante esses dias, minha vida passa a ter mais brilho. Falando nisso preciso sair, a Lua Cheia está me esperando.
Matheus Felipe
